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Informações | 19 01 2015
Nos vemos em 2016...

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Depois de 14 dias, 13 etapas e 9.112 quilômetros – dos quais 4.601 quilômetros percorridos competitivamente – o time Peugeot-Total termina seu primeiro Dakar com dois de seus três carros PEUGEOT 2008 DKR tendo completado a tarefa. Stéphane Peterhansel e o co-piloto, Jean-Paul Cottret, finalizaram a competição em 11º, enquanto Cyril Despres e Gilles Picard ficaram com a 34ª posição. As equipes encararam todos os desafios que o Rally Dakar ofereceu, dando ao time Peugeot experiência para retornar em 2016 ainda mais preparado.

 

Com um intervalo de 25 anos entre a última participação em um Dakar, e mesmo tendo a equipe e o continente onde a competição ocorreu mudados, a corrida se mantém uma extraordinária aventura e um grande desafio tanto para homens, quanto para máquinas. O Dakar 2015 teve como característica todos os variados climas e terrenos possíveis, incluindo, pela primeira vez, uma etapa que iniciou no espetacular Salar de Uyuni, na Bolívia.  Stéphane Peterhansel/Jean-Paul Cottret, Cyril Despres/Gilles Picard e Carlos Sainz/Lucas Cruz, três respeitados times que somam 17 vitórias, confrontaram o desafio com determinação. Agora, as forças se voltam para 2016, com uma pausa final para parabenizar Nasser Al-Attiyah e Matthieu Beaumel, do Qatar Rally Team, pela vitória de 2015.

 

Bruno Famin, diretor de Esporte da Peugeot, fez um balanço da participação do time na corrida, levantando as experiências adquiridas nesta participação inicial. “A conclusão que tiramos de nosso primeiro Dakar foi, obviamente, mista. Falando apenas como competidores, e tendo em mente o objetivo que construímos para nós, não podemos ficar satisfeitos com o resultado final. Porém, estamos conscientes da escala da tarefa que tínhamos então nossa grande finalidade na primeira participação era ganhar experiência. Com dois de nossos PEUGEOT 2008 DKR tendo chegado ao final, em Buenos Aires, e sem maiores problemas técnicos, podemos dizer que nossa meta foi alcançada. Aprendemos muito em todas as áreas: técnica, esportiva e logisticamente.  Isso é fundamental para nossos próximos passos no projeto”, disse.

 

“Para chegarmos onde chegamos, nossos pilotos e co-pilotos - assim como todo o time técnico - fizeram um trabalho excepcional. No que diz respeito à preparação para o evento, focamos exclusivamente em confiabilidade. E todo o trabalho valeu. Em termos de performace, enquanto o PEUGEOT 2008 DKR mostrou potencial ao batalhar por vitórias em etapas em dois ou três momentos, ainda não está no nível necessário para ser um candidato à vitória. Não há falta de ideias para futuros desenvolvimentos e muito trabalho já está em andamento. Vamos definir o trajeto do mapa incorporando tudo o que aprendemos com essa experiência de 2015. O Dakar 2016 já começou para nós  com um primeiro relatório no domingo!”, acrescentou ainda Bruno Famin.

 

O piloto Stéphane Peterhansel ponderou sobre os conhecimentos adquiridos nessa primeira tentativa como subsídio para se preparar para o ano seguinte. “É importante saber quando sacrificar um ano com a finalidade de se preparar propriamente para o próximo. No início do rali não tínhamos nem certeza se passaríamos do segundo dia e agora chegamos ao final sem grandes problemas técnicos. Também cometi algumas falhas, deveríamos estar em melhor colocação.”

 

“O PEUGEOT 2008 DKR tem grande potencial, mas o que também vi nos 15 dias foi um time completo, mecânicos e engenheiros, verdadeiramente motivados em nos dar a melhor possibilidade, o que é ótimo para o futuro. Temos uma longa lista de tarefas e um enorme espaço de ação para melhorias. Tenho certeza que estaremos batalhando por vitória no próximo ano”, ainda acrescentou o francês Peterhansel sobre o carro e o futuro.

 

Já Cyril Despres teve sua primeira experiência como piloto de carro. Despres contou: “Tem sido um mundo novo para mim. É como se estivesse voltando no tempo alguns anos quando fiz minha estréia em moto. E é bem difícil não se ver mais competindo pelos primeiros lugares quando estive acostumado a isso no passado. Essa foi uma curva de aprendizado em alta-velocidade para mim, encarando praticamente todas as condições que você pode imaginar e mais alguns que você não poderia! Acho que eu tenho mais histórias para contar sobre o meu Dakar em um carro do que sobre meus últimos sete anos em uma moto... E isso é algo que eu não poderia contar com. Quando saí de Buenos Aires, eu tinha apenas uma coisa em mente: chegar ao final sem cometer nenhum erro. No fim, fizemos alguns, mas ainda chegamos aqui."

 

Com expectativa diferente, Carlos Sainz também fez uma leitura sobre sua participação: “Claro que estou desapontado por minha corrida ter terminado da forma que foi. Os mecânicos e o time todo não mediram esforços para colocar os carros na largada e mantê-los rodando até o final. Muito trabalho foi feito nos últimos meses e a experiência adquirida será de grande utilidade daqui para frente. Estou agradecido e confiante na forma com que o time Peugeot-Total administrou a corrida. Fizeram tudo o que tinha de ser feito.”

 

Ranking final dos carros no Rally Dakar 2015 :

 

1. Nasser Al-Attiyah (QAT)/Matthieu Baumel (FRA) Qatar Rally Team 40h32m25s

2. Giniel de Villiers (RSA)/Dirk von Zitzewitz (DEU) Toyota All Speed +00:35:34

3. Krzysztof Holowczyc (POL)/Xavier Panseri (FRA) Mini  +01:32:01

4. Erik van Loon (NLD)/Wouter Roesegar (NLD) Mini +03:01:52

5. Vladimir Vasilyev (RUS)/Konstantin Zhiltsov (RUS) +03:12:41

6. Christian Lavieille (FRA)/Pascal Maimon (FRA) Toyota +03:15:58

7. Bernhard Ten Brinke (NLD)/Tom Colsoul (BEL) Toyota +03:42:02

8. Carlos Sousa (PRT)/Paulo Fiuza (PRT) Mitsubishi +03:44:59

9. Aidyn Rakhimbayev (KAZ)/Anton Nikolaev (RUS) Mini +04:08:44

10. Ronan Chabot (FRA)/Gilles Pillot (FRA) SMG +04:42:36

11. Stéphane Peterhansel (FRA)/J-P Cottret (FRA) Team Peugeot Total +05:19:15

34. Cyril Despres (FRA)/Gilles Picard (FRA) Team Peugeot Total +15:38:07